Por algum motivo, mesmo morando fora dos EUA, o Google me enviou a atualização do aplicativo de Música do Nexus S, depois de uma série de ‘alarmes falsos’. Daí foi pedir um convite do Google Music, esperar ele chegar, instalar o Google Music Manager no Fedora (tive que modificar algumas coisinhas no script, fica a cargo do leitor) e pronto.
Vamos a algumas impressões iniciais bem particulares:
Ter que usar o Music Manager no Wine não é a melhor solução, embora funcione para o que interessa. O ideal mesmo seria poder fazer upload pelo site, mas enfim.
É muito legal poder ouvir suas músicas pelo site do Google Music em qualquer computador.
Mesmo nas condições precárias das redes 3G brasileiras, e com o bônus do meu plano da TIM limitar a velocidade em 300Kbps, a reprodução de músicas que estão armazenadas remotamente é bem suave, sem grandes travadas.
Nem pense em usar o Google Music no seu Android com um plano de dadoscom menos de 1GB de franquia. É sério, gente. É muito fácil você gastar, sei lá, 30, 40MB numa sessão de 1 hora de música.
À medida que for avançando, posto mais impressões.
A atualização do S7 para o 2.2 só reforça uma impressão que eu tenho desde o Magic e passando pelo Milestone: a diferença entre o 2.2 e o 2.1 (e, portanto, entre o 2.2 e o que vem antes dele) é grande o suficiente para desejar que todos os andróides tenham direito ao Froyo E não querer mais usar nada abaixo de Froyo.
Isto me levou a fazer um compêndio do estado atual dos andróides brasileiros em relação a updates para o 2.2. Mas não tenho nada fechado mentalmente ainda.
Um tema recorrente no ano passado foi se o sucesso do iPad matou ou não os netbooks. Este ano sabemos a resposta: mesmo que os números digam que não, o netbook morreu. E não foi culpa do iPad, mas sim da transformação do netbook em um “notebook de pobre”.
A grande sacada da Asus com o EeePC 701 original foi a criação de uma máquina pequena, sem partes móveis (sem CD e com um SSD em vez do HD ‘normal’), com uma CPU suficiente (e portanto barata) e um ambiente gráfico preparado (Easy Mode) para o trabalho primordial desta máquina, que era de acessar a internet. E, apesar da lentidão da CPU, da lentidão do SSD e dos próprios problemas do Easy Mode (claramente faltou alguns toques da Xandros para otimizar o espaço de visualização, por exemplo, no Firefox), o sucesso do pequeno notável permitiu que muitas pessoas tivessem seu ultraportátil para acessar a internet a preços razoáveis – o segundo computador, para viagens ou para quando só se quer acessar a internet.
(Sobre viagens: até hoje me lembro da diferença entre o último FISL que fui com um grande notebook de 15″ e o primeiro FISL que fui com o meu velho e guerreiro EeePC. Dois quilos a menos na mochila.)
Só que o netbook é um x86 como qualquer outro, portanto um “computador”, portanto possível de instalar Windows. Como as pessoas estão viciadas em Windows e, como a Apple já observou, só o fim do computador pessoal como o conhecemos fará com que elas se desintoxiquem (um dia eu desenvolvo isso), se criou um movimento de comprar netbooks, já que eram baratos, para instalar Windows XP. Os fabricantes notaram o movimento e pediram à Microsoft alguma versão do Windows para os netbooks; como não havia netbook capaz de rodar o Vista em 2008, os de Redmond inventaram um troço chamado Ultra Low-Cost PC e definiram que o (já) velho XP teria mais um continue, na sua versão Home, para estes ULCPC, desde que seguindo limites rígidos (depois um pouco relaxadas).
Moral da história: uma torrente de “me-toos”, rodando os mesmos chips, com os mesmos 1GB de memória, com os mesmos 160GB de HD, rodando o mesmo Windows XP Home e sua interface pouco amigável com telas de 9″ e 10″, que vendiam não por serem netbooks, mas sim mini-laptops mais baratos para quem não tinha dinheiro pra comprar um notebook/desktop “de verdade”.
Ninguém precisa ser um gênio para descobrir que os netbooks acabaram perdendo seu encanto e seu valor. Ficou um vácuo.
Vácuo que foi ocupado pelo iPad e, mais recentemente, pelos tablets com Android: dispositivos baratos, ou nem tanto, voltados para acesso à internet. Com as vantagens de não serem vistos como “computadores”, ou seja, as pessoas não vão tentar instalar Windows neles; aliás, pelo contrário, iOS e Android acabam até tendo a simpatia dos usuários.
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Existe espaço para netbooks? Existe. Certamente tem gente que quer um mini-computador. Mas começo a ter minhas dúvidas, particularmente agora que os chips ARM mais novos, como os Tegra 2, chegam praticamente ao mesmo patamar de desempenho dos Atom.
Atenção povo que quer usar o mustard no seu Android:
Se você tem o mesmo problema que eu tive – instalar a versão mais nova (0.1.10) do Market para ganhar um MustardException: Unauthorized ao tentar logar na sua conta identi.ca via OAuth – instale uma versão mais antiga que te permita autenticar via Basic Auth (a 0.1.9.5 funcionou comigo) e force a atualização a partir do Market.
O mustard usa o botão Menu para mudar o stream (menções e timeline pública), ao contrário do Seesmic, que usa abas.
O Seesmic permite tocar na barra de título e ir para a mensagem mais nova do stream, o que é ótimo.
Ambos permitem múltiplas contas StatusNet, ambos se registram para o menu “Compartilhar” e ambos separam as timelines dos usuários.
O mustard, por ser um cliente nativo, suporta extensões como geolocalização e anexação de arquivos – o Seesmic reconhece a URL do arquivo anexado, mas o trata como um link qualquer.
O Seesmic exige que você toque no update para as opções de responder/redent/favoritar, enquanto o mustard tem um botão que parece uma roda dentada (pelo menos em HVGA).
Enfim: se você precisa manter contas em uma rede StatusNet e uma rede não-StatusNet, fique com o Seesmic. Se vocẽ só precisa de um cliente StatusNet, fique com o mustard.
Estou testando o beta do Tweetdeck para Android há algum tempinho, e acho que vale a pena compará-lo com o Seesmic para Android (AppBrain), já que é o outro cliente multirede para o sistema. Vamos às notas:
O Tweetdeck suporta Twitter (múltiplas contas, embora ainda não muito bem), Facebook, Foursquare e Google Buzz, enquanto o Seesmic suporta Twitter, Google Buzz e qualquer aplicação que suporte a API Twitter (sim, identi.ca está entre elas).
O Tweetdeck permite sincronizar com as contas que você tenha guardado no Tweetdeck.com, embora não consegui fazer funcionar. Deve ser algum problema entre a cadeira e o teclado.
O Seesmic separa as contas, usando abas para cada situação (Amigos, Menções etc), enquanto o Tweetdeck cria três colunas (Home, Me e Direct Message), separando cada conta por cor; você deve usar movimentos de dedo para trocar de coluna. A princípio a lógica do Tweetdeck parece confusa, mas depois que um pouco de uso, a coluna “Me” passa a ser uma ótima ideia para um cliente móvel. Por outro lado, o Seesmic permite ‘customizações’ como uma aba ‘Nearby’ na conta Google Buzz.
A fonte padrão do Tweetdeck é bem grande, o que muita gente não gostou a princípio: onde cabem 4 atualizações no Tweetdeck, cabem 6 ou 7 no Seesmic.
Ambos permitem atualizar diversas redes ao mesmo tempo. Ambos suportam as listas do Twitter, embora em lugares diferentes. Ambos suportam o RT nativo do Twitter, mas prefiro a maneira do Tweetdeck (em que você tem que tocar na mensagem para editá-la).
Uma resposta? Os dois têm espaço no seu Android, a dúvida é qual deve ser o seu cliente principal. Se você não acompanha streams identi.ca/Tumblr/Wordpress, vale a pena o Tweetdeck, senão vale a pena o Seesmic.