(expandido a partir do que publiquei no Plus)
14 anos na espera desde o primeiro anúncio. Uma história atribulada, com idas e vindas pra todos os gostos. E eis que saiu. E eis que comprei.

HAIL TO THE KING, BABY!
E aí você bota o disco pra rodar. E demora. E demora. Tudo bem que TODO jogo de PS3 que se preza tem um update esperando, mesmo que você tenha comprado o primeiro exemplar do jogo à venda no Universo, mas DNF demora BEM mais que o ‘normal’ na primeira execução.
Você finalmente começa a jogar. E, magicamente, você é transplantado para 2007, ou 2006, talvez 2005: os gráficos, a jogabilidade, tudo lembra esta época; jogar DNF depois de jogar, digamos, Call of Duty: Black Ops é um choque de gerações. Além disso, as pausas de carregamento entre as cenas são injustificavelmente lentas e há relativamente pouca ação, espremida entre longas cenas que… er… me pergunto para que servem.
E não é só isso: até mesmo a incorreção política, marca que deveria ser de Duke Nukem Forever, fica devendo no jogo. Não que Duke Nukem tenha se tornado um personagem politicamente correto, longe disso; usando um parâmetro CQC, está ali em cima da linha em que as piadas de Rafinha Bastos e Danilo Gentilli deixaram de ser engraçadas e passaram a ser sem graça (felizmente Duke Nukem não chegou ao estágio de ser um babacão, como os dois citados).
Resumindo: se DNF tivesse saído em 2007, compensaria as fraquezas dos gráficos e da jogabilidade (ainda mais numa plataforma imatura, como era o PS3 recém-lançado) com a força do personagem Duke Nukem, ainda intocado num mundo em que racistas, fascistas, misóginos, homófobos e babacas em geral ainda não tinham sequestrado o termo “politicamente incorreto”.
Mas, em 2011, Duke Nukem Forever só funciona para um público bem específico: aqueles realmente devotos do Rei, que esperaram por décadas a fio a volta do Duke.
Ou seja: na qualidade de devoto, eu me diverti, me divirto e me divertirei à beça com Duke Nukem Forever, com toda a pilha de problemas que o jogo é. Afinal… ele saiu, né?