“144 horas com um andróide em casa”, fevereiro de 2009
Há uma semana tenho um T-Mobile G1 (em alguns lugares do mundo HTC Dream), o primeiro telefone a rodar o Android, comigo. Notas de uso, totalmente desorganizadas.
O hardware é bem padrão HTC; apesar de muita gente reclamar de creaks, e do medo de que o mecanismo de deslize da tela não aguente o tranco, me pareceu muito bem construído.
Teclados QWERTY são absolutamente totalmente completamente maravilhosos.
O software ainda tem um jeitão de beta, o firmware do aparelho não tem uma série de recursos (Bluetooth estéreo, teclado virtual, gravação de vídeo), alguns disponíveis no “Cupcake” (a árvore de desenvolvimento), mas já é sensacional. Rápido, surpreendentemente estável, com idéias sensacionais (como a das notificações aparecerem na barra superior da tela). Depois do Android, o S60 que equipa meu 6120c
fica definitivamente datado.
A integração com os serviços Google, como era de se esperar, é fenomenal: basta entrar com sua conta e pronto, Gmail
, Gtalk, contatos, Agenda, tudo sincroniza com o telefone de forma indolor. Se você é um Google whore, o Android TEM que ser o sistema operacional do seu próximo telefone. O leitor de email padrão (POP/IMAP) é, tá, passável.
O navegador padrão é, tirando a falta do Flash, absolutamente sensacional. Não se estressa com nada, aceitou na boa todas as páginas que testei (não testei tantas quanto gostaria, é verdade).
Ter um programa nativo de acesso ao YouTube é tudo de bom.
O touchscreen está super OK com o firmware ‘normal’, tirando claro o fato de que meus dedos vivem me pregando peças, mas fica zoado aleatoriamente com o firmware hackeado montado pelo desenvolvedor JesusFreke, que inclui suporte a multitouch no navegador, como está aqui. Chato é que o firmware hackeado está rooteado (o que vocês de iPhone chamam de jailbroken), o que permite usar o G1
como roteador Wifi/Bluetooth, matar processos etc e tal. Enfim, faz parte de um SO que, apesar do que o Google diz ou vai dizer, ainda é beta.
(Ah, acabei voltando para o RC33 por diversos motivos, um deles sendo o Google Latitude)
Não tem um gerenciador de tarefas (quer dizer, tem, mas aí você tem que rootear o telefone), e uma pressão longa na tecla Home te mostra os 6 últimos programas utilizados. Também não tem um gerenciador de arquivos por padrão, mas pode ser baixado facilmente do Android Market.
Monta facilmente como USB Mass Storage… desde que você se lembre de que, depois de conectar o telefone ao computador, você tem que clicar na notificação e, explicitamente, dizer que quer montar como storage.
Tive a impressão de que as fotos puxam para o azul, como essa daqui.
3G funciona sem problemas na TIM DF (2100MHz), aliás NÃO tem suporte a 3G em 850MHz. Não consegui fazer o MMS funcionar, mas deve ser culpa minha. Wifi OK, em redes WPA e tudo.
Bateria? Rá. Tem que carregar o telefone no mínimo toda noite. That’s all.
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“O pequeno livro do ódio do Android”, fevereiro de 2009
Enfim, já vai somar um mês que estoou> com o G1, e acho que chegou a hora de fazer a alegria de todos
e fazer jus àquele funk que diz a massa blogueira só faz mimimi
Então, sem mais demoras, algumas notas de coisas que realmente me irritam no Android no RC33, o firmware mais atual quando escrita deste artigo.
(Para ser justo, não vou falar de coisas que estão no Cupcake ou no firmware do novo HTC Magic, nem de questões relativas à falta de localização para português do Brasil.)
- O Android não entende se sua operadora tem mais de um MNC. Ou seja, como a TIM tem três pares de MCC/MNC (742 02, 724 03 e 724 04), eu tenho que entrar com uma configuração de internet e uma configuração de MMS para cada um dos MNCs. Que saco!
- A interface de câmera é tosca. E, quando falo tosca, entenda-se aí como “não dá pra fazer ajuste nenhum na foto”; não dá pra ajustar o branco, por exemplo. E, ao que parece, não melhorou nada no Magic.
- DTMF? Esquece. Por exemplo, digitar números no teclado do telefone quando você está no meio de uma ligação, digamos, para o banco ou para o cartão de crédito? Esquece.
- SMS e MMS que chegam caem na “vala comum” do sistema de notificação. E olha que ADORO o sistema de notificação do Android, é simples e genial. Mas, Google, é tão difícil fazer com que SMS e MMS entrantes apareçam na tela em popup, por padrão ou por opção? E tá, sei que tem o SMS Popup…
- A coleção de widgets está bem pobre. Só relógio, porta-retrato e procura no Google? Por exemplo, me faz MUITA falta um widget que mostre os eventos do dia, ou o próximo evento. (tá, o Quick Calendar e o Background Calendar contornam o problema, mas enfim, não testei o segundo pra saber se realmente contorna)
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“Andróides essenciais”, fevereiro de 2009
Enfim, hora de encerrar a saga das experiências com Android. E, para encerrarmos de maneira positiva, hora de listar meus programas prediletos, aqueles sem os quais minha vida andróide-verdinho fica bem mais difícil (de bônus, todas são gratuitas):
- AnyCut – cria atalhos no desktop para praticamente qualquer coisa. Uma série de problemas do Android se resolvem com o AnyCut; por exemplo, o Android não tem speed dialer (o recurso de apertar e segurar uma tecla para discar um número predeterminado, digamos, 1 para acessar a caixa postal de voz), então crio atalhos com o número de telefone que quero das pessoas que estariam no meu speed dialer. Não é um dos softwares mais baixados e bem avaliados no Android Market à toa
- Useful Switchers – em vez de navegar na selva de menus do Android, basta rodar esta aplicação e pronto, é possível controlar GPS
, AGPS (usar as torres de celular e dados GPRS/EDGE/3G para melhorar a precisão do GPS
), Wi-fi
, Bluetooth
, modo de toque (somente toque, toque e vibra, somente vibra, silêncio), modo silencioso, brilho da tela, tempo de desligamento de tela, modo avião e autosync; além disso, permite ligar/desligar o 3G, usar o G1 como uma lanterna, mostra a ocupação do cartão microSD
e da memória interna e o nível da bateria. Programa obrigatório no desktop! Estou tentado a comprar a versão Donate somente para agradecer ao desenvolver pelo programa fantástico.
- SMS Popup e Quick Calendar – sim, falei deles em um post anterior, mas é sempre bom citá-los. O SMS Popup mostra um popup quando chega SMS/MMS novo, portanto você não tem que ficar olhando prum LED. E o Quick Calendar mostra os próximos eventos na área de notificação do Android, não é a minha solução preferida, mas enquanto o Google não cria uma API para widgets, vamos que vamos.
- Twitdroid – o Twitdroid é um tremendo cliente para Twitter e identi.ca (pena que não consigo usar os dois ao mesmo tempo, snif snif), com suporte a geolocation e postagem de imagens. Absolutamente fantástico. E sim, este parágrafo foi propositalmente colocado pra que eu possa fazer o esporte mais divertido da internet brasileira, que é provocar o Sérgio
(Aliás, amigo leitor, já provocou o Sérgio hoje?
) - SnapPhoto – aquilo que a tosca aplicação nativa de câmera deveria ter. Pronto. Dá até gosto de tirar foto com o G1
agora – claro, com luz e tal, porque a câmera dele não tem flash de espécie alguma – e subir as fotos para algum lugar (via PixelPipe Media Gateway.). Tem uma versão paga, o SnapPhoto Pro, que permite algumas coisas a mais, como edição da foto no próprio aparelho.
- NetCounter – OBRIGATÓRIO se você tem pacote de dados, já que o Android, por si só, não tem uma aplicação que monitore tráfego de rede.
- ASTRO File Manager – tá, tá, não deveriam existir gerenciadores de arquivo em celulares, mas enfim, eu sou oldskool e preciso deles. De bônus, ainda me permite instalar aplicações Android (.apk) que eu tenha copiado para o microSD
, fazer backup das aplicações no microSD
etc etc etc.
- AziLink – o melhor método para se usar o G1 como modem USB
. Não é um NAT “de verdade”, mas funciona praticamente como tal (viva o OpenVPN), não precisa configurar proxy como o Tetherbot e não precisa de root como o Wifi Tether (que permite usar seu Android como um roteador Wi-fi
).
É claro que não citei todos os programas que uso, apenas aqueles que são essenciais para não me irritar com o G1. Mas, enfim, estão aí e espero que ajude alguém.
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“Cinco coisas que gostaríamos de ver no Android”, março de 2009
Já que me falta criatividade e assunto para escrever (a parte da relação com criatividade e assunto para escrever, como se sabe, é ela), vou enrolando e postando cinco programinhas que adoraria ver no Android:
- Um cliente nativo para o Orkut. (pausa para receber as pedradas da intelligentsia e da nomenklatura da internet brasileira por sugerir um cliente, argh, Orkut). Um cliente Orkut
nativo para o Android
permitiria coisas que o tosco http://m.orkut.com nem pensa em permitir, p.ex. upload de fotos diretamente do telefone; além disso, seria o empurrão que falta para as pessoas pegarem pacotes de dados, e tornaria o Android bem mais atraente para operadoras e usuários brasileiros. E se o Google precisa de mais um motivo pra fazer o cliente, é que o segundo desejo é bem mais difícil de realizar…
- Um cliente oficial para o Facebook. Eu uso o fBook e ele quebra o galho, mas eu queria um cliente igual ao do iPhone
… e aí lembro que Facebook
e Google andam trocando tiros e desisto da idéia.
- Um cliente WordPress
. Mais uma vez, o iPhone tem e nós não temos. Com a vantagem de que não existe estresse entre Google e Matt Mullenweg. (Sim, preciso testar o PostBot e o wpToGo.)
- Um cliente oficial para o Google Reader. O Greed Lite é legal, o NewsRob também, mas nenhum dos dois é melhor que a versão mobile do Google Reader.
- Voz e vídeo no cliente IM. Tá, sei que as operadoras não iriam gostar, o G1
não tem câmera frontal etc e tal, mas o que seria legal seria conversar com voz e vídeo no Google Talk
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“Será que vimos as cinco coisas?”, julho de 2009
Se lembram das cinco coisas que gostaria de ver no Android? Vamos ao checklist, 4 meses depois.
- Cliente nativo para o Orkut. Continua tudo como antes, ou seja, nada de cliente nativo.
- Cliente oficial para o Facebook. Segundo o TechCrunch, ele vem aí - embora, ironicamente, com a emergência do Bloo e do Babbler (de cuja versão lite sou usuário), os clientes não-oficiais melhoraram muito.
- Cliente WordPress. Testei o Postbot e ele funciona, desde que você mande o HTML E se lembre de tirar os acentos. O wpToGo nunca funcionou comigo. E agora tem cliente WP para Blackberry…
- Cliente oficial para Google Reader. Vou esperar pacientemente pelo cliente oficial enquanto o Reader Widget Small faz seu trabalho de me mandar para a versão móvel.
- Voz e vídeo no cliente IM. Posso esperar sentado?
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“Um pequeno pedido para o Google”, agosto de 2009
Agora que o primeiro Android passou pela Anatel, e certamente em pouco tempo o Samsung i7500 Galaxy virá falando bom português…
Google, pode ser ou está difícil de trazer o Google Checkout oficialmente pro Brasil? Sim, eu sei que existem métodos de contornar essa limitação, mas…


