O tempo real do panetonegate

Nick Carr fala o tempo todo do realtime. Mas é em Brasília que ele faz sua primeira vítima: o governador José Roberto Arruda.

Sexta de manhã Arruda estava seguro no GDF, se preparando para esmagar um enfraquecido Roriz nas eleições de 2010 e colocando seu nome, ali, na reserva para um evental vice na chapa tucana.

Aí apareceu o que começou como uma ‘simples’ ação da PF; a “Caixa de Pandora” se abriu e a sexta-feira foi de fofocas, leaks e desmonte da imagem do governador, tão bem cuidada por rios de dinheiro em propaganda nos órgãos de imprensa locais.

No final da sexta, o primeiro golpe: o inquérito inteiro, vazado primeiro na internet. E apareceu aquilo que defini “o escândalo de referência” – todas as modalidades de corrupção em um só inquérito. E o governador estava gravemente ferido, politicamente falando.

E aí chegou o sábado. Quando parecia que o dia seria dedicado a regurgitar o imenso inquérito, aparece o batom na cueca, revelado primeiro no IG e depois repetido em todos os lugares.

E, em dois dias, graças ao tempo real da internet, um governador que estava sólido se transformou num morto-vivo político. Junto com ele, o esquema denúncia na Folha na sexta/Jornal Nacional sexta à noite/Veja no domingo-circulando-no-sábado/Folha no domingo.

Bem-vindos ao tempo real.

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  1. [...] Cesar Zyakannazio [pt] provides a summary of the latest scandal, also known as Panettone-gate, that erupted right as Governor Arruda was getting ready to crush his opponent Joaquim Roriz in the 2010 elections to the state government: Aí apareceu o que começou como uma ’simples’ ação da PF; a “Caixa de Pandora” se abriu e a sexta-feira foi de fofocas, leaks e desmonte da imagem do governador, tão bem cuidada por rios de dinheiro em propaganda nos órgãos de imprensa locais. No final da sexta, o primeiro golpe: o inquérito inteiro, vazado primeiro na internet. E apareceu aquilo que defini “o escândalo de referência” – todas as modalidades de corrupção em um só inquérito. E o governador estava gravemente ferido, politicamente falando. E aí chegou o sábado. Quando parecia que o dia seria dedicado a regurgitar o imenso inquérito, aparece o batom na cueca, revelado primeiro no IG e depois repetido em todos os lugares. [...]

  2. [...] Cesar Zyakannazio [pt] provides a summary of the latest scandal, also known as Panettone-gate, that erupted right as Governor Arruda was getting ready to crush his opponent Joaquim Roriz in the 2010 elections to the state government: Aí apareceu o que começou como uma ’simples’ ação da PF; a “Caixa de Pandora” se abriu e a sexta-feira foi de fofocas, leaks e desmonte da imagem do governador, tão bem cuidada por rios de dinheiro em propaganda nos órgãos de imprensa locais. No final da sexta, o primeiro golpe: o inquérito inteiro, vazado primeiro na internet. E apareceu aquilo que defini “o escândalo de referência” – todas as modalidades de corrupção em um só inquérito. E o governador estava gravemente ferido, politicamente falando. E aí chegou o sábado. Quando parecia que o dia seria dedicado a regurgitar o imenso inquérito, aparece o batom na cueca, revelado primeiro no IG e depois repetido em todos os lugares. [...]

  3. [...] Cesar Zyakannazio resume o escândalo que ficou conhecido como panetonegate e que estourou no momento em que o governador se preparava para esmagar seu adversário Joaquim Roriz nas eleições de 2010 para o governo do estado: Aí apareceu o que começou como uma ’simples’ ação da PF; a “Caixa de Pandora” se abriu e a sexta-feira foi de fofocas, leaks e desmonte da imagem do governador, tão bem cuidada por rios de dinheiro em propaganda nos órgãos de imprensa locais. [...]

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