Mais uma resenha

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Enquanto meu Raspberry Pi não chega, mais uma resenha.

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Enquanto não chega o meu Raspberry Pi…

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Enquanto não chega o meu Raspberry Pi, vamos ver vídeos.

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Aviso de venda

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Depois de muito tempo, tem novidade no Bazar do Cesar. Olha lá! :)

No estaleiro

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Tendinite e caça às verrugas. Que lindeza.

O dia que a computação foi salva pelo Raspberry Pi

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Não parece, ninguém notou, mas há uma semana atrás a computação como nós a conhecemos foi salva.

O estado da computação era – e ainda é – o pior possível. As facilidades de consumo de informação geradas pelos dispositivos computacionais portáteis (media players, telefones, tablets) afastou as pessoas do computador pessoal – aliás, cada vez mais os principais sistemas desktop (Windows 8, MacOS X mais recentes) se parecem com suas versões de dispositivos (Windows Phone, iOS), com suas lojas de aplicativos fechadas e suas limitações aos usuários – e, de bônus, a principal distribuição Linux cada vez mais tenta ser uma vendedora de sistemas embarcados, à custa do (já pequeno) númeo de usuários desktop. A gradual retirada de ferramentas de programação das principais plataformas desktop fez com que a barreira de entrada à programação se tornasse cada vez mais alta, dificultando o surgimento de novos talentos. Sem contar, claro, que os velhos poderes estão na ofensiva. E poderíamos continuar, tenho certeza que está faltando muita coisa.

Por isso tudo, não deixa de ser absolutamente sensacional que o lançamento do Raspberry Pi Modelo B, dia 29 de fevereiro, não só tenha sido aguardado ansiosamente como tenha causado uma comoção pelo mundo afora, não apenas causando DDoS involuntários, mas sendo vendido à impressionante taxa de 700 por segundo. Alguns falam em 2 milhões – repito, DOIS MILHÕES – entre interessados cadastrados E gente que fez pré-compra do pequeno computador.

E o mais importante é o fato de que as pessoas estão inventando e discutindo o que fazer com o pequeno notável. Seu próprio media player, computador embarcado em carros, NAS, até mesmo o mais óbvio de (re)aprender a programar (infelizmente não vi ninguém propor uma imagem que faça o R-Pi bootar direto em BASIC) – enfim, retomando o controle da computação e permitindo que a inovação floresça.

(Sempre lembrando, claro, que este é apenas o bootstrap do R-Pi. O modelo A, o que custa 25 dólares e vai ser voltado para cumprir o objetivo da Fundação de avançar o ensino de computação nas escolas inglesas, ainda não saiu.)

E a facilidade de botar o R-Pi para funcionar reforça a impressão compartilhada por muitos, que vem desde que David Braben foi anunciado como um dos membros da Fundação Raspberry Pi: de que temos um caldo de cultura muito semelhante à revolução que foram os computadores pessoais de 8 bits dos anos 80.

Não deixa de ser interessante que, para salvar a computação como nós a conhecemos, tivemos que voltar aos anos 80.

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O Raspberry Pi arria as internets

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O Raspberry Pi arria as internets é o título de um post que fiz para o Retrocomputaria Plus explicando a LOCURAMA causada pelo pequeno notável.

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Executando o simulador do Raspberry Pi no Fedora 16

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Enquanto não abrem o Raspberry Pi para venda, nem liberam a imagem do Fedora Remix, vamos brincando com o que temos :)

A partir da imagem de referência para download (Debian 6, LXDE, Midori, Geany IDE), foi criada uma imagem para o simulador, executando no QEMU. Seguindo os passos, vamos instalar o QEMU com suporte a ARM (como root, claro):

su -c “yum install qemu-system-arm”

Baixando a imagem:

wget http://rpi.descartes.co.uk/sim-emu/debian6.tar.gz

Descompactando no diretório:

tar -zxvf debian6.tar.gz

Mudando para o diretório onde está a imagem:

cd debian6

Mas se você rodar…

./launchDebian6

Vai descobrir que vai ser necessário modificar o batch, já que o qemu-system-arm do Fedora 16 usa -machine, e não mais -M, para determinar o board a ser emulado e por algum motivo esotérico não tem arm1176 entre as CPUs-alvo. Nada que não se resolvesse em, ahn, 2 minutos:

#!/bin/bash
qemu-system-arm -machine versatilepb -cpu arm1136-r2 -m 256 -hda debian6.qcow2 -kernel zImageDeb6 -append "root=/dev/sda"

(Não sei se arm1136-r2 é um substituto suficiente para arm1176, não sou assim um especialista em arquitetura ARM)

Aí sim pude rodar:

./launchDebian6

…e pronto, subiu meu Raspberry Pi simulado :)

(Antes que perguntem, o LXDE subiu sem problemas)

***

Próximo passo: rede. Sei que não é difícil. ;-)

Rumo ao Raspberry Pi

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Já comentei da minha fascinação pelo Raspberry Pi, né? Falei dele no Retrocomputaria Plus e tudo.

Apesar da CPU não ser grandes coisas, a GPU do bichinho é poderosa – o dobro da capacidade do iPhone 4S.

Uma explicação sobre o tamanho da placa (ou “porque não vamos ver kits”), sobre bibliotecas e sobre o estado do código (ou “porque os drivers gráficos livres para Linux/ARM são um desastre”).

O bichinho agora com data de entrega.

E o Raspbmc surge, a primeira distribuição com XBMC estável para o Raspberry Pi.

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A garça

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A garça, originally uploaded by CesarCardoso.

A garça, tomando um banho de sol matinal

Da Amazônia para o trio

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Vamos para o terceiro post consecutivo falando de reality show. Até parece que não tenho outro assunto pra colocar aqui – até poderia, mas nenhum deles é tão interessante quando este verão dos reality shows.

Amazônia, na Record, tenta mesclar entretenimento (é um reality show) com conscientização ambiental. Até agora não conseguiu, primeiro porque realmente acho que inserir conscientização dentro do entretenimento é uma grande arte ainda não dominada, segundo porque a edição está contemplativa demais, terceiro porque as intervenções em off do Victor Fasano são sempre com aquele jeito de narração de documentário chato. Então fica com mais cara de uma grande excursão do que propriamente um reality show, ainda mais que, sendo de “pontos corridos” e portanto sem eliminação, se a direção do programa não criar situações de tensão entre as equipes e entre os participantes individualmente, vira um grande acampamento de férias. Sobra discurso hippie-chic e falta entretenimento; numa emissora de TV fechada talvez não fosse tão grave, mas não há reality em TV aberta que se sustente assim.

(Ah. Natália Guimarães, se espirrar saúde)

E tem a grande surpresa da temporada, descoberta pelo Hugo Avelar, que é O Trio Reality, feito pela TV Aratu, de Salvador. O “primeiro reality show da Bahia” junta dois anônimos e quatro famosos durante 30 dias, dentro de um trio elétrico, participando de provas e correndo atrás do prêmio de 30 mil reais. A junção do inusitado (um reality show regional, num país em que as emissoras locais são meros carregadores da programação nacional, com espasmos de infomerciais e jornalismo popularesco local), da criatividade (um reality num trio elétrico às vésperas do carnaval), das limitações financeiras (é de se notar que houve esforço da produção, mas sempre tem a velha máxima “sem ovos não se faz omelete”, então fica aquela impressão de que o mobiliário interno foi comprado na Insinuante) e da diversidade dos candidatos (além da sensacional Leo Kret do Brasil, tem Rosiane Pinheiro e sua interminável bunda, tem Rianne Ferreira e seus recados pras recalcadas, tem Guga de Paula e seu ex-metade-do-axé-agora-tentando-axé-evangélico, e tem os dois desconhecidos, Werles e Ana Célia) gerou um reality que promete muito, de ser algo muito interessante de se acompanhar – e já começou na abertura, com uma dupla de apresentadores, digamos, “animada em excesso”. Se a TV Aratu não fizer alguma grande cagada na condução do programa, teremos uma boa surpresa para os amantes do gênero televisivo reality show.